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Depois da liberal era de Carlos Alberto Parreira, da vingativa e truculenta era de Dunga, temos agora o meio-termo, o conciliador Mano Menezes. A seleção brasileira está em ótimas mãos.
Muricy Ramalho conquistou importantes títulos nos últimos anos. Porém, vem de duas demissões seguidas. Gostaria de vê-lo erguer um grande troféu em um clube que não seja o São Paulo. A estrutura e os bons jogadores da equipe do Morumbi facilitaram demais o trabalho dele.
Mas mesmo Ricardo Teixeira, presidente da CBF, tendo uma ideia diferente da minha e já considerando Muricy um grande treinador, ele refugou. Amarelou. Mano Menezes, não. O ex-técnico do Corinthians aceitou o convite e agora ocupa um dos cargos mais importantes do país.
E ele sabe muito bem a responsabilidade que tem. A pressão para a conquista da Copa do Mundo de 2014 será muito grande. Até mesmo a ingerência de Ricardo Teixeira será enorme. O presidente quer de qualquer maneira uma reformulação na seleção.
Se Mano Menezes suportou a pressão no Corinthians, teve peito para aceitar o convite de dirigir o Brasil, saberá lidar com Teixeira e explicar que reformulação não se faz de maneira radical e nem da noite para o dia. A nação agradece.