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Polícia - 03/03/2010 - 16:40
Ex-presidente da Associação de Produtores de Morango de Atibaia foi executado em Jarinu

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Adriana Carvalho

O produtor de morangos Elcio Spinassi, de 47 anos, foi assassinado com um tiro no peito quando saia de casa no bairro Nova Trieste, em Jarinu. O crime aconteceu às 6h30 desta quarta-feira (3) e a vítima foi socorrida no Hospital Novo Atibaia, onde morreu. A polícia descarta a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) já que nada foi roubado. A investigação, entretanto, não divulgou qualquer detalhe para não atrapalhar os trabalhos.

Spinassi era um dos principais produtores de mudas e de morango do Estado de São Paulo e estava no ramo há 21 anos. Segundo a própria polícia, a vítima não tinha inimigos e era bastante admirada na pequena Jarinu, onde cultivava mais de um milhão de pés de morangos distribuídos em 25 hectares de terra.

Spinassi já presidiu a Associação dos Produtores de Morangos e Hortifrutigranjeiros de Atibaia, Jarinu e Região, hoje comandada por Osvaldo Maziero.

O corpo do agricultor será velado à partir das 18 horas desta quarta-feira no Parque Duílio Mazieiro no Campo dos Aleixos, onde acontece a Festa do Morango de Jarinu e Atibaia. O enterro acontecerá às 9 horas de quinta-feira (4) no Cemitério Municipal de Jarinu.

O crime

Na manhã desta quarta-feira, Spinassi saía de casa quando foi surpreendido por dois homens armados e encapuzados. Segundo um vizinho, a vítima chegou a discutir com a dupla antes de receber um único tiro no peito. Caído, Spinassi gritou por socorro e foi levado pelo mesmo vizinho até a Unidade Mista de Saúde de Jarinu, de onde foi imediatamente transferido para Atibaia devido à gravidade do ferimento. Ao ser levado para a sala de cirurgia, no HNA, a vitima não resistiu.

A princípio não há informações sobre como os matadores chegaram à casa da vítima, que fica na Alameda Luccas, no Jardim Nova Triestre, bairro de classe média de Jarinu. Possíveis testemunhas, inclusive a mulher da vítima, que estava dentro de casa no momento da execução, devem ser ouvidas nos próximos dias.

Produtor se destacava no cultivo da fruta sem agrotóxico

Em novembro do ano passado, Elcio Spinassi concedeu entrevista à revista Dinheiro Rural – Agrotecnologia – onde relatou sua experiência de dois anos no cultivo de morango com baixa utilização de agrotóxicos. Confira a reportagem de Eduardo Savanachi (com foto de Julio Vilela, da Agência Isto É)

O coadjuvante que rouba a cena

O combate a pragas e doenças ganha uma nova tecnologia, capaz de trazer redução de custos para o produtor rural

Sabe aquele filme em que um ator coadjuvante rouba a cena e leva para casa um Oscar? É exatamente o que tem acontecido em algumas lavouras brasileiras, com a utilização de um produto pouco conhecido e que "atende" pelo curioso nome de coadjuvante de tecnologia.

Baseado na utilização de água oxigenada, vinagre (ácido acético) e um outro desinfetante natural, a novidade tem colaborado com produtores de verduras e legumes.

Há 21 anos cultivando morangos no município de Jarinu (SP), Elcio Donizete Spinassi aprendeu que da boa qualidade de seu produto depende a rentabilidade de seu negócio. "No morango se o produto é bom você consegue um alto preço. Mas, se não for, não há meio-termo, você simplesmente não vende", afirma o produtor, dono de 25 hectares onde cultiva pouco mais de um milhão de pés de morangos.

Uma premissa seguida à risca e que o levou a tomar uma medida drástica. Há três anos ele percebeu que o consumo da fruta vinha caindo devido ao grande uso de defensivos agrícolas na produção. Dados do Ceagesp apontam a fruta como uma das campeãs em contaminação ao lado do tomate.
Diante disso, ele resolveu eliminar a aplicação desses produtos tão nocivos à saúde humana. A grande questão era como conseguir reduzir o uso dos defensivos sem ficar refém de pragas, fungos e bactérias que comprometem a produção.

Passados dois anos das primeiras aplicações com o coadjuvante, os resultados foram tão satisfatórios quanto surpreendentes. "O produto se mostrou eficiente e hoje já reduzi em 80% o uso de agrotóxico na minha plantação", revela. A ação desinfetante consegue interromper os ciclos de micro-organismos prejudiciais às plantas. Uma novidade colocada nos campos brasileiros pela Tech Desinfecção, uma pequena empresa do interior de São Paulo, que pretende ganhar mercado com a nova tecnologia. "É biodegradável e não deixa resíduos no solo, tampouco nos alimentos", explica o diretor técnico e um dos sócios da empresa, Carlos Henrique Christo. Ele acredita que o uso do defensivo natural possa se estender a outros tipos de culturas, o que tem consumido seus esforços. "Temos vários laudos que comprovam sua eficiência em hortifrútis, bem como na produção de grãos", diz o diretor. (Eduardo Savanachi)
 


Fonte: Atibaia News (www.atibaianews.com.br)

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