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O deputado estadual Edmir Chedid (Democratas) e o diretor da Concessionária Rota das Bandeiras S.A., Sidney dos Passos Ramos, reuniram-se nesta terça-feira, 01, para discutir as propostas apresentadas por vereadores com a finalidade de encontrar uma alternativa para a população que reside próximo à praça do pedágio do km 79,9 da SP-065 (Rod. Dom Pedro I) – em construção na altura do Condomínio Green Ville –, que substituirá a de Nazaré Paulista, que fica no km 55. Na pauta, também foi apresentada a preocupação em relação aos moradores de Atibaia que trabalham no Distrito Industrial ou em outros municípios, como Jarinu e Campinas. A reunião, que também contou com seis vereadores, ocorreu na sede da empresa, que fica no Bairro Cidade Satélite, em Atibaia.
De acordo com Sidney dos Passos Ramos, a Concessionária Rota das Bandeiras S.A., que pertence ao Grupo Odebrecht, é a responsável pela administração do Corredor da Rodovia Dom Pedro I, que inclui na sua extensão os municípios de Atibaia, Artur Nogueira, Bom Jesus dos Perdões, Campinas, Conchal, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Igaratá, Itatiba, Jacareí, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Mogi Guaçu, Nazaré Paulista, Paulínia e Valinhos. "Pelo sistema de Concessão realizado pelo Governo do Estado de São Paulo, após ser aprovado pela Assembleia Legislativa, a Rota das Colinas S.A. assume a malha viária de 296,6 quilômetros por 30 anos com a responsabilidade de promover melhorias ao longo de sua extensão", comentou o diretor.
Após explicar a missão da empresa, Sidney dos Passos Ramos declarou que a falta de investimentos do Governo do Estado, através do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), resultou em diversos problemas que foram identificados e começaram a ser solucionados pela Rota das Bandeiras S.A. na Rod. Dom Pedro I. "Pouca coisa foi investida nos últimos dez anos aqui na Rod. Dom Pedro I. Isso significa que, além das cláusulas previstas no contrato de concessão entre a empresa e o Governo do Estado, temos de proceder a serviços e obras que são decorrentes da falta destes investimentos, que eram essenciais à manutenção das pistas e, principalmente, à segurança de seus usuários, que nunca foram executados pelo Poder Executivo", argumentou.
No entanto, os vereadores explicaram que a reunião não tinha por intenção discutir cláusulas contratuais, mas encontrar uma alternativa aos moradores de Atibaia que serão prejudicados com a instalação da praça do pedágio. Por isso, Emil Ono (PTB), voltou a afirmar que a praça do pedágio vai representar um aumento nas despesas dos moradores de Atibaia que trabalham no Distrito Industrial ou em outros municípios da região. "O aumento das despesas vai refletir sobre aqueles que utilizam os ônibus de linha e, ainda, o transporte de fretamento. Temos de lembrar que muitos que residem aqui desenvolvem suas funções em Jarinu ou Campinas. Na prática, estes profissionais terão prejuízo com o transporte, o que antes não existia", explicou o vereador.
Em relação à alternativa cobrada pelos vereadores, Sidney dos Passos Ramos comentou que o local para a instalação foi definido em conjunto pela empresa e também pela ARTESP. Ele disse que, inicialmente, o local previsto era o km 75, mas que fica a menos de 1 km do acesso à Rod. Fernão Dias. Depois, em conjunto com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo, chegou-se ao km 79,9. "No primeiro trecho, o do km 75, tínhamos uma grande rampa e uma proximidade muito grande com o acesso a Rod. Fernão Dias. Sendo assim , não poderíamos instalar a praça do pedágio. Depois, após estudarmos algumas alternativas, chegamos ao km 79,9, que apresenta condições satisfatórias para a praça do pedágio", falou o diretor da Rota das Bandeiras S.A.
Por esse motivo, ele garantiu aos vereadores presentes na reunião que, em princípio, não há alternativa viável que possa beneficiar os moradores ou trabalhadores de Atibaia. "Infelizmente teremos de conviver com esta realidade aqui em Atibaia, pois não temos nada a fazer em relação à praça do pedágio. Para se ter uma ideia, sequer poderemos promover benefícios aos veículos com placas deste ou daquele município, numa prática comprovadamente improdutiva. Não estamos aqui para cobrar, mas para lutar por uma condição adequada de tráfego na Rod. Dom Pedro I que, em breve, também vai se tornar referência em todo o Estado de São Paulo, concluiu o diretor da Rota das Bandeiras S.A., Sidney dos Passos Ramos.
O deputado estadual Edmir Chedid disse que a preocupação dos vereadores, que lutam pelo bem-estar da população, é legítima. Porém, descartou a possibilidade de discutir as "rotas de fuga", que favoreceriam o transporte ilegal de bens e produtos, além de representar grandes riscos à população. "Não podemos radicalizar e pensar que uma ´rota de fuga` resolveria o problema. Temos de continuar lutando para encontrar uma alternativa que seja condizente a todos, tanto para a população quanto para a empresa", argumentou o parlamentar. Nesta reunião, estiveram os vereadores Emil Ono (PTB), Francisco A. R. Almendra (PMDB), José Paulo Teixeira (PSL), Saulo P. de Souza (PP) e Wilson de Vasconcelos Veiga (PP), de Atibaia; e José S. Cintra (PSDB), de Piracaia.
Por Anselmo Dequero